Filho do 25 de Abril

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segunda-feira, fevereiro 21, 2005

(331) Vencedores e Vencidos

Será que Portugal quis uma mudança à esquerda ou será que quis punir quem estava no poder? É difícil responder a esta pergunta e medir o peso de cada um dos argumentos. Aqui estão os Vencedores e os vencidos destas eleições:

Vencedores:

José Sócrates: Conseguiu o melhor resultado de sempre do PS. É o próximo Primeiro Ministro com toda a legitimidade e com toda a responsabilidade. Tem um desafio complicado pela frente: estar à altura do cargo e reformar Portugal. Agora tem que esquecer que as Autárquicas e as Presidenciais estão próximas porque os próximos seis meses são absolutamente decisivos...

Jorge Sampaio: Apesar de todas as trapalhadas pré dissolução deve estar aliviado com a maioria absoluta do PS. O risco de novo pântano político era real...

Jerónimo de Sousa: A CDU é a terceira força política nestas eleições. Contra todas as previsões, inclusive as minhas, a sua linha ortodoxa foi vitoriosa. Mas houve maioria absoluta do PS...

Francisco Louçã: O BE teve uma dupla vitória. Mais que duplicou os seus deputados e pode continuar a ser o partido anti-sistema. No caso do BE, ao contrário da CDU, é beneficiado pela maioria absoluta do PS porque assim pode continuar a sua estratégia de crescimento...

Vencidos:

Santana Lopes: Reduziu o PSD à sua influência, isto é, a uma percentagem bem menor que o valor do partido que lidera. É o resultado da personalização do partido ainda por cima personalizado na irregularidade, no populismo, na deriva de objectivos. O seu futuro é como o homem, também incerto. Voltará a Lisboa, continuará secretário geral, será candidato nas Presidenciais? Cai mais um mito das eleições nacionais...

Durão Barroso: Será que desta vez percebeu a mensagem das eleições? É o grande responsável pela queda vertiginosa do PSD após terem passado apenas três anos da saída de Guterres. Em primeiro lugar porque nunca conseguiu reformar Portugal. Em segundo porque ao sair matou as suas próprias políticas e nunca vai poder provar que tinham sentido. E por último porque entregou o PSD e Portugal a um homem sem perfil para o cargo. Barroso pediu sacrifícios e foi o único a não fazer nem um...

Paulo Portas: O PP não teve uma derrota absoluta. Mas Portas subiu a fasquia porque já estava a preparar o fim do seu ciclo político. É um excelente político mas não deixa saudades o moralismo que introduziu no PP. Depois de representar inúmeras versões de si mesmo sai de cena sem mais papeis por representar...

3 Comments:

  • At 11:13 da manhã, Blogger armando s. sousa said…

    Concordo com a análise dos vencedores e dos vencidos.
    Espero que ganhe Portugal.
    Fico à espera de um Governo capaz de nos tirar deste atoleiro.
    O resto é de sómenos importancia.

     
  • At 12:37 da tarde, Blogger Didas said…

    Nos vencedores esqueceste-te do PPM e do Partido da terra, pela touca que deram ao PSL... :-)

     
  • At 12:48 da tarde, Blogger Unknown said…

    É necessário não alinharmos nas criticas ao Santana como se ele fosse o culpado de tudo.
    Esta derrota tem dois nomes e só dois nomes, Durão e Paulo Portas. Mais nenhum. O Santana deixou-se enrodilhar numa teia que só servia para ilibar o Durão de culpas.
    Não nos podemos esquecer de que a dupla Durão-Portas destruíu este país durante dois anos e que o Santana só esteve no poder durante uns seis meses, incluindo os meses de Verão e dois meses em gestão. Ainda por cima vitima da cáfila barrosista e cavaquista que o foram cozendo em lume brando.
    Não o culpado da derrota não é o Santana, a culpa é da dupla Durão/Portas.

     

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