Filho do 25 de Abril

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quarta-feira, junho 30, 2004

(100) O Divórcio


Portugal no seu melhor Posted by Hello

Já desisti da ideia de eleições! Que a laranja caia podre com o bicho do populismo! Portugal, vamos adiar o teu futuro novamente! A descrença neste país aumenta... sobram as bandeiras da esperança dum nacionalismo diferente!

3 Comments:

  • At 12:10 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Sinto-me defraudado e violentado, nas últimas eleições votei BE, votei Francisco Louça, fiquei muito chocado quando ao ligar a televisão no canal Parlamento verifiquei que era a Joana Amaral Dias e depois a Ana Drago as deputadas do BE, cheguei a pensar que o SR Louça já não fizesse parte do mundo dos vivos! NAS penúltimas europeias votei PS, votei no SR Seguro para deputado Europeu, há uns meses atrás dei com ele na televisão, parece que é líder da bancada socialista, sinto-me defraudado! Nas últimas autárquicas votei num candidato, crónico presidente de câmara que a meio do mandato foi para ministro, sinto-me violentado.
    Durão não fugiu, foi antes ocupar um lugar extraordinariamente importante e aliciante, todos sabemos o que representa a Europa nos dias que correm, sem ela, não seríamos nada. Fico muito contente pelo Dr Barroso e acho mesquinho pensar de outra forma.
    Quanto à possibilidade ou não de eleições antecipadas, acredito que o PR é uma pessoa extraordinariamente ponderada, que não deixará de cumprir o seu dever de cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, dito isto parece-me que a estabilidade e a continuação desta política clara, rigorosa e racional tem "pernas para andar" seja com PSL ou qualquer outro governante. Não vou comentar qualquer tomada de posição do BE e do PCP pelo simples facto de não serem partidos democráticos, nem terem (felizmente) qualquer apetência governativa, tais partidos procuram a instabilidade, são irresponsáveis e como tal devem ser ignorados. Quanto ao PS, pede eleições, mas tenha cuidado, pois se estas ocorrerem e se as ganhar, será que estão dispostos a mudar de política? Como? Terão capacidade para manter a estabilidade? Como? Por certo serão um governo minoritário, vão coligar-se com quem? Com os comunistas? Com o bloco? Vão voltar a tributar as mais valias em bolsa? Vão recuar no código de trabalho? Não cumprem o pacto de estabilidade? Tenham juízo, ainda ontem numa reunião patrocinada pelo PS em que estiveram vários economistas, a conclusão final era que eleições antecipadas não era má ideia, mas atenção à justificação que era dada, diziam os economistas: um governo eleito a agora, poderá governar durante quatro anos podendo assim continuar uma política de rigor, não sentindo a pressão de reaLIZAR políticas populistas que seriam desastrosas para Portugal. A palavra de ordem é o rigor, o PS diga a verdade aos portugueses, não há saída, as políticas dos dois últimos anos são as correctas, pensar o contrário é hipotecar o nosso futuro.

     
  • At 4:35 da tarde, Blogger Unknown said…

    Estou chocado!
    Dizes "todos sabemos o que representa a Europa nos dias que correm, sem ela, não seríamos nada"!
    Isto é pura propaganda. A União Europeia é extremamente prejudicial para Portugal. Estamos a pagar para lá estar. Ainda por cima demos, de borla, muita coisa, desde o mercado interno à ex-nossa Zona Económica Exclusiva.
    Mas há uma campanha monstra que nos leva, mesmo inconscientemente a considerar:

    a) Se é bom é porque estamos na União Europeia;
    b) Se é mau é devido á nossa incapacidade (genética?).

    Há ainda outro vector muito importante, chamar a UE a propósito de tudo e de nada.

    O Dr. Vitor Constâncio, infelizmente Governador do Banco de Portugal, já veio dizer a propósito da ida do Barroso para Bruxelas que, se não estivessemos no Euro estariamos numa crise gravíssima.

    Temos de colocar os pés na terra e pensar pela nossa cabeça e, não tenho dúvidas que, se pensarmos pela nossa cabeça e se conseguirmos abstrair de uma campanha de mentalização que dura 24 horas por dia, 7 dias por semana, as conclusões só podem ser uma: "Estamos a ser miseravelmente explorados"!

     
  • At 10:58 da manhã, Blogger Unknown said…

    Sobre o comentário do Paulo:
    Folgo em que no Brasil se saiba que a UE é um pesadelo para algumas nações. Infelizmente, nós os portugueses, estamos no lado negro da UE.
    O isco para este tipo de blocos é exactamente o poder comprar-se produtos importados mais baratos, sem taxas.
    Só que isso é ilusório. Quando se ganha de um lado perde-se geralmente de outro. Se o que se perde é muito mais do que se ganha estamos a fazer um mau negócio.
    É o caso de Portugal com a UE. Os campos em que perdemos são muitos. E os campos em que ganhamos são muito poucos. Se é que existem...
    Além de que a maior parte das vantagens não passam do campo das promessas.
    Em 1/Jan/1993 foi lançado o mercado único. Era o paraíso. O Mercado ùnico íria criar milhões de empregos e fazer o PIB dar um salto.
    Onze anos depois o saldo é muito diferente. O Mercado Único não criou postos de trabalho nem teve reflexos no PIB.
    Então criou-se, a 1/Jan/1999 o Euro. Era o paraíso. O Euro íria criar milhões de empregos e fazer o PIB dar um salto.
    Cinco anos depois não aconteceu nada disto e os países que ficaram de fora, UK, Dinamarca e Suécia, em vez de terem de suportar desemprego, desinvestimento, fuga de capitais, etc., estão, curiosamente, melhor dos que entraram!
    Em Portugal, este ano, o investimento estrangeiro caíu mais de 40%. Se não estivessemos no Euro e se o investimento estrangeiro tivesse descido, de certeza, que já teriamos os gajos do costume aos gritos de que isso acontecia por não estarmos no Euro.
    Mas, como estamos, ninguém diz que a culpa é do Euro. Nem sequer se fala muito nisso, não interessa...
    Acho que os brasileiros, antes de se enfiarem na ALCA, deviam era virem cá a Portugal tentar descobrir o que é que Portugal ganhou com a UE.
    Mas deviam vir preparados para ficar muito tempo, pois a busca seria longa e demorada...

     

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