Filho do 25 de Abril

A montanha pariu um rato - A coerência colocada à prova - A execução de Saddam Hussein - O Nosso Fado - "Dois perigos ameaçam incessantemente o mundo: a desordem e a ordem" Paul Valéry, "Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa, salvar a humanidade", Almada Negreiros - "A mim já não me resta a menor esperança... tudo se move ao compasso do que encerra a pança...", Frida Kahlo

terça-feira, janeiro 03, 2006

693. Sala de Cinema: Corpse Bride




Realizador: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Emily Watson Christopher Lee

Corpse Bride é um filme que utiliza a técnica do stop-motion animation e, numa época em que a maioria dos filmes de animação são digitais, é gratificante observar que é possível fazer excelentes filmes com técnicas mais “antiquadas”! O filme também recorre à tecnologia digital mas de forma acessória, que passa quase despercebida. A desvantagem em recorrer à técnica do stop-motion animation é o tempo que demora a produzir um filme que nem é muito extenso em duração. Deste modo foi possível a Tim Burton trabalhar em dois projectos em simultâneo (Charlie and the Chocolate Factory) e, ao mesmo tempo, utilizar para as vozes de Corpse Bride alguns dos actores que trabalharam no seu filme sobre Willy Wonka (como por exemplo Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Christopher Lee).




Este filme recupera o aspecto visual de Nightmare Before Christmas (um projecto que apesar de não ter sido realizado por Tim Burton contou com a participação do realizador no seu desenvolvimento) e – novamente – há um contexto burlesco que rodeia as personagens do filme. Victor (Johnny Depp) é um rapaz tímido duma família de “novos ricos” que se vê obrigado a casar com uma rapariga (Emily Watson) proveniente duma decadente família que já conheceu dias de glória. É um casamento que nasce dos interesses económicos e sociais destas duas famílias mas que acaba por ser uma escolha feliz uma vez que Victor cria uma empatia com Victoria. Mas inesperada e involuntariamente Victor acaba por casar com uma noiva já falecida (Helena Bonham Carter) e a partir daí o mundo dos vivos e o mundo dos mortos deixam de ter fronteiras…

Quando somos transportados – como espectadores – para o mundo dos mortos não é possível não notar as analogias visuais com outros filmes de Tim Burton mas especialmente com Beetle Juice. Neste filme de 1988 Geena Davis e Alec Baldwin morrem e após uma passagem pelo mundo dos mortos voltam ao mundo dos vivos com a esperança de viverem na morte o que não tiveram tempo para viver em vida. É o que acontece com a “Noiva Cadáver” que tenta corrigir, após a morte, a injustiça de que foi vítima ao morrer prematuramente. É mais uma personagem que é adicionada à galeria de personagens trágicas que Tim Burton tem criado ao longo dos anos. O filme vale pelo seu todo e confirma Tim Burton como um dos maiores autores do cinema fantástico!

Síntese da opinião: Mais um filme de Tim Burton que é apropriado tanto para crianças como para adultos! É uma história abstracta com um toque de humor negro e muita imaginação e onde não falta nem uma soberba banda sonora! Simplesmente imperdível!

3 Comments:

  • At 6:22 da tarde, Blogger Armando S. Sousa said…

    Olá Ricardo,
    Para mim dois dos melhores filmes que vi, no segundo semestre do ano passado são exactamente, este Noiva cadáver e a Charlie e a Fábrica de chocolate.
    Acho os dois simplesmente imperdíveis e Tim Burton um génio da sétima arte.

    Bom ano
    Um abraço.

     
  • At 8:30 da tarde, Blogger Adryka said…

    Olá amigo, ainda não vi o filme mas deste-me vontade de ir. Beijinhos

     
  • At 3:48 da tarde, Anonymous raintreecrow said…

    Tim Burton é simplesmente o meu realizador preferido. Palavras para quê? é um mundo onírico, onde está presente o imaginário de conto de fadas, mas com cores sombrias e tristes, as histórias encantadas, o amor entre personagens incomuns...
    adorei todos os filmes dele, excepto o remake do "Planeta dos Macacos"

     

Enviar um comentário

<< Home