Filho do 25 de Abril

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sábado, setembro 16, 2006

904. Em DVD: From Dusk Till Dawn (Triologia)

Aviso: Este texto pode conter spoilers, ou seja, pode revelar parte da história


From Dusk Till Dawn

Realizador: Robert Rodriguez
Elenco: George Clooney, Quentin Tarantino, Harvey Keitel, Juliette Lewis, Salma Hayek


From Dusk Till Dawn 2: Texas Blood Money

Realizador: Scott Spiegel
Elenco: Robert Patrick, Tiffani-Amber Thiessen


From Dusk Till Dawn 3: The Hangman's Daughter

Realizador: P. J. Pesce
Elenco: Marco Leonardi, Sónia Braga


From Dusk Till Dawn (o título escolhido em Portugal é Aberto até de Madrugada) é uma das inúmeras colaborações entre o cineasta mexicano Robert Rodriguez e Quentin Tarantino. Relembro que Rodriguez e Tarantino colaboraram no filme Four Rooms (cada um realizou um episódio dos quatro que constituem o filme), que Tarantino realizou uma cena do filme Sin City e que ambos vão realizar, separadamente, uma média metragem de uma hora que, em conjunto, formará o filme Grind House.


Quentin Tarantino e George Clooney são os irmãos Gecko

A combinação da escrita corrosiva de Tarantino e a realização frenética de Robert Rodriguez resultou num filme completamente despretensioso - numa brincadeira entre dois amigos que não é para ser levada a sério - que mistura géneros de cinema, que é violento e acutilante, que tem actores em piloto automático, mas que, em nenhum momento, deixa de ser apelativo para quem é convidado para esta "festa" pessoal.




Salma Hayek é uma das bailarinas do Titty Twister (Open Dusk Till Dawn)

O que o filme tem de mais original é a habilidade com que se rompe com a estrutura habitual dos géneros de cinema. No início parece que estamos perante um "road movie" com dois criminosos em fuga após um assalto a um banco. Os diálogos, nesta fase, são longos e caricatos, parece mais um filme de Quentin Tarantino do que de Robert Rodriguez. Seguem-se os raptos, as fugas, a violência habitual de um filme policial. Então, de repente, aos 58 minutos do filme... sem qualquer indício ou pista... shazam... os vampiros invadem o filme e o registo do filme passa a ser de série B. O ritmo do filme muda, a acção desenrola-se num bar , entramos no universo Robert Rodriguez. Podemos criticar o filme por manipular o espectador mas este tipo de manipulação não é ofensiva porque apenas quer manter o espectador num parque de diversões, numa montanha russa que anda sem nexo.

Quanto às sequelas - a parte 2 e 3 - confesso que, em ambos os casos, não consegui assistir até ao fim.

Memórias do Filho do 25 de Abril: Sétima Arte (todos os textos deste blogue sobre cinema)

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