Filho do 25 de Abril

A montanha pariu um rato - A coerência colocada à prova - A execução de Saddam Hussein - O Nosso Fado - "Dois perigos ameaçam incessantemente o mundo: a desordem e a ordem" Paul Valéry, "Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa, salvar a humanidade", Almada Negreiros - "A mim já não me resta a menor esperança... tudo se move ao compasso do que encerra a pança...", Frida Kahlo

domingo, maio 06, 2007

1131. Eleições Regionais Madeira 2007: Noite Eleitoral (em actualização)

17. (21:10) As posições já estão claras. Alberto João Jardim sabe que o próximo mandato vai ser o mais difícil de todos, vai governar com restrições orçamentais. Jacinto Serrão não se demite apesar do resultado catastrófico. O PS/Nacional vai apostar em desvalorizar completamente as consequências desta eleição e, verdade seja dita, não tem cabimento que a LFR seja referendada na região. Eu sei para que estas eleições serviram, ou seja, só serviram, única e exclusivamente, para que Alberto João Jardim arranjasse um bode expiatório para a situação financeira da região e, assim, apesar do futuro da região ser muito difícil, a "culpa" vai ser sempre da América, desculpem, de Lisboa. Obrigado a todos os que acompanharam, neste blogue, esta campanha eleitoral;

16. (21:05) Vitalino Canas
(PS/Nacional) considera que as eleições foram marcadas pelo "populismo" e que foram um "exercício inútil". A Lei das Finanças Regionais não muda. José Sócrates não comenta os resultados, ou seja, a estratégia é desvalorizar os resultados e relembrar que a LFR não é referendável pela região;

15. (21:00) Alberto João Jardim
acrescenta que "a situação nacional exige bom senso, calma e ponderação". Será o mesmo homem que chamou de "fascistas" aos mesmos que agora pede "bom senso"? Após este discurso fico com a certeza que Alberto João Jardim tem discursos que se contradizem uns aos outros, tem registos emocionais completamente díspares em dias consecutivos, enfim, é imprevisível;

14. (20:54) Alberto João Jardim
interpreta esta vitória sem euforia porque avizinham-se um conjunto de problemas e dificuldades para a região. Apesar do tom conciliador - diria que finalmente - não consegue resistir a culpar o "continente" pelas dificuldades da Madeira em crescer. Pede uma autonomia muito mais alargada;

13. (20:46)
Jacinto Serrão critica a campanha eleitoral do PSD que transformou este acto num "referendo às relações financeiras" com a República. Relembra que não é fácil ser oposição na Madeira. Não perdeu a "esperança". No fundo, neste discurso, não encontrou nenhuma responsabilidade própria para a derrota;

12. (20:42) Jacinto Serrão
queixa-se da "falta de normalidade democrática" e da "utilização abusiva dos meios do Estado", e cita a CNE que, em tempos, disse "que nestas condições o voto não é totalmente livre". Sublinha a "inércia dos órgãos de soberania" para solucionar esta situação. Não se demite;

11. (20:20)
Parece unânime que o paradigma de desenvolvimento vai, obrigatoriamente, ter que mudar na região. É curioso que um tema desta importância não tenha sido alvo de qualquer discussão política na campanha eleitoral. Foi preferível, infelizmente, fazer o discurso do "inimigo externo", o bode expiatório ideal para a situação financeira na região;

10. (20:13) Marcelo Rebelo de Sousa
diz que os interesses da região e do país têm que ser convergentes. Após esta campanha eleitoral não sei, sinceramente, se foram dados passos nesse sentido;

Nota: Por problemas no blogger é impossível publicar as reacções com a velocidade que queria;

9. (19:59)
António Vitorino enaltece Jardim como grande responsável pelos desenvolvimento da Madeira, nos últimos 30 anos. Acrescenta, porém, que esta vitória - além de reforçar a sua trincheira na "guerra contra Sócrates" -, obrigará Jardim a demonstrar que possui capacidade para regenerar o paradigma de desenvolvimento. O actual, alicerçado no betão, caducou. Um dia, Jardim, no mais pobre concelho do País - Câmara de Lobos -, amarfanhou o saber, assumindo-se como o homem que dá "comer" ao povo. O povo exultou. Novo paradigma? Mesmo que Jardim queira conceder prioridade ao "saber", o povo quer mais pão e circo.

8. (19:27) António Vitorino
acertou no alvo. A LFR é uma lei da responsabilidade da República. Acrescento eu que a Madeira não pode referendar a sua própria mesada;

7. (19:24)
A reacção de Bernardo Trindade demonstra bem o desnorte do PS local. Dizer que o que esteve em causa nestas eleições foi a LFR é dar um tiro no pé e mostra bem que as tensões entre o PS local e o nacional vão ser enormes;

6. (19:17) Guilherme Silva considera que a votação prova de "que lado está a razão" em relação à Lei das Finanças Regionais. Relembro que este acto eleitoral não pode ser um referendo a uma lei nacional e, mesmo que fosse, não me parece que aqueles que recebem a mesada, num cenário de maior restrição, devessem ser os únicos a dar opinião sobre a tal mesada;

5. (19:10) A grande incógnita desta noite é a mesma que existiu no momento da demissão, ou seja, para que serve este resultado? Depende, só e exclusivamente, da importância que o Governo da República a quiser dar;

4. (19:05)
O PS, segundo as projecções, pode ter o pior resultado de sempre na região. Os intervalos indicam, no conjunto das duas projecções que vi, um resultado entre 11,2-17%;

3. (19:00)
As primeiras projecções indicam que a maioria absoluta do PSD/M é substancialmente reforçada. Em 2004 o PSD/M obteve 53,71%, e as projecções, tanto a da Católica (RTP/RDP) como a da Eurosondagem (SIC) indicam os seguintes intervalos, respectivamente, 62-67% e 67,1-70,1%;

2.
(18:37) Neste momento, a menos de meia hora das primeiras projecções, já é possível referir que: i) tudo aponta que a abstenção vai ser muito semelhante à das eleições de 2004 (logo elevada); ii) repetem-se as já habituais polémicas relacionadas com supostas irregularidades nos votos dos cidadãos acompanhados;

1. As eleições regionais na Madeira, e suas consequências, vão ser comentadas, a par e passo, neste espaço;

Etiquetas: ,

6 Comments:

  • At 12:40 da manhã, Blogger Dinarte Vasconcelos said…

    Bom trabalho!

     
  • At 1:36 da manhã, Blogger Pedro Morgado said…

    Espero que a Madeira se liberte depressa de ALberto João Jardim e que perca os complexos do colonialismo.

    Fizeste aqui um excelente e bastante imparcial trabalho.
    Parabéns.

     
  • At 1:45 da manhã, Blogger Ricardo said…

    Dinarte,

    Obrigado.

    Pedro,

    Também agradeço as tuas palavras mas quero fazer um reparo. Não me cabe ser imparcial nem o tento. O que tento é ser sério nos argumentos que defendo, o que é bem diferente. Dito isto não fui imparcial o que aliás demonstra bem a minha indignação com o que se passa nesta região.

    Cumprimentos,

     
  • At 9:31 da manhã, Blogger Shinobi said…

    Como bem sabes, o resultado foi a meu contento!
    Mesmo assim destacaria além da retumbante vitória do PSD, o facto de todos os partidos que se propuseram a estas eleições, terem conseguido por representantes seus na Assembleia Legislativa da RAM, o que para mim é positivo e demonstra as vantagens do círculo único regional.

    Embora o teu trabalho fosse parcial, como admitiste, não deixou de ter elevada qualidade. Pelo exposto, dou os parabéns ao Filho do 25 de Abril!

    Glória aos vencedores e honra aos vencidos!

     
  • At 10:14 da manhã, Blogger O Profano said…

    BoAs...
    Fizeste uma excelente cobertura da campanhã das eleicções regionais.
    Parabens.
    Só foi pena o Alberto João continuar no lugar que está.
    Mas se votaram nele, que se aguentem depois...
    Abraços Profanos

     
  • At 3:21 da tarde, Blogger rouxinol de Bernardim said…

    Pela votação e pelo modus operandi usado em campanha, dir-se-ia estar-se a caminhar para a "saddamhusseinização" do "sistema"...a ver vamos.

    Parabéns a todos os RESISTENTES!

     

Enviar um comentário

<< Home