Filho do 25 de Abril

A montanha pariu um rato - A coerência colocada à prova - A execução de Saddam Hussein - O Nosso Fado - "Dois perigos ameaçam incessantemente o mundo: a desordem e a ordem" Paul Valéry, "Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa, salvar a humanidade", Almada Negreiros - "A mim já não me resta a menor esperança... tudo se move ao compasso do que encerra a pança...", Frida Kahlo

sexta-feira, julho 23, 2004

(115) "O Covil", Franz Kafka




O Covil Posted by Hello

Para compreender Praga através de Kafka ou para analisar Kafka através de Praga. Para quem leu "O Covil" antes de visitar Praga, como é o meu caso, nada melhor que visitar o
Jazz&Blues Club U Malého Glena. O ambiente está lá, uma gruta "protegida" do mundo exterior onde a expressão "clandestinidade claustrofóbica" ganha sentido! É um ponto de partida para perceber o ambiente da cidade, o ritmo do alternativo! É o balão de ensaio da outra Praga, aquela que não é turística, aquela que é original, própria duma mentalidade. Tudo regado com a cerveja que tem o efeito do absinto porque num covil estamos. Na Boémia de Praga!

Nos labirintos Kafkianos de Praga o medo instala-se! O medo da sociedade engolir as paranoias da mente e nos transformar em homens comuns! Prende-se com o dilema existencial e de sentimentos... é o andar atrás de nós próprios, da nossa razão, do nosso sentir e quando nos encontramos nunca sabemos se somos nós...