(142) Marcos da Banda Desenhada Americana: Os Super Heróis, da criação ao cinema (4)
A ler e reler...
Outro autor que revolucionou a BD americana foi o Inglês Alan Moore. A sua obra prima foi Watchmen (1985), a história dum grupo de super heróis reformados, gordos e decadentes que vive das glórias do passado. Super heróis com emoções, problemas psicológicos, dilemas morais! Tem de ser lido pelo menos duas vezes para perceber todas as suas subtilezas, todas as intrigas paralelas, todo o construir de uma história. Fica-se com a sensação que há sempre pormenores a descobrir e, no fim, é muito gratificante ler o “Guerra e Paz” dos comics. O único problema do álbum é precisar haver algumas noções do Universo dos Super Heróis para perceber as pequenas revoluções dentro da grande revolução. É um futuro cruel, é uma obra de exemplar complexidade psicológica.
Alan Moore é também autor de V for Vendetta (que já tive o prazer de escrever um post), a luta entre o Fascismo e a Anarquia, From Hell, a história de Jack (o Estripador) numa descrição da intriga e ambiente da Inglaterra da rainha Vitória (adaptada ao cinema em 2001), e League of Extraordinary Gentlemen, onde aconselho a ler o álbum e a ignorar o filme (é o que acontece quando se faz uma adaptação sem compreender o espírito da obra).
Moore reinventa os super heróis, torna-os mais “humanos”, insere-os na nossa sociedade, brinca com os conceitos de forma irónica e divertida. O seu estilo reinventou a BD madura nos EUA, os seus seguidores são inúmeros. Tornou os super heróis um produtor agradável para os adultos. Quem diria?
Continua... a BD no cinema actual...
1 Comments:
At 3:59 da tarde, Politikus said…
O tipo de facto tem uma imaginação social brutal.
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