Filho do 25 de Abril

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terça-feira, maio 31, 2005

(432) Leituras sobre a União Europeia

Este texto é da autoria de Alexandre Quinteiro e foi publicado no blogue Quadratura do Círculo. Interessante.

Conclua-se, assim, que, do meu ponto, de vista a vitória do não representará a ausência de uma indelével linha de rumo na nova União Europeia , factor absolutamente essencial para congregar 25 visões nacionais (naturalmente desagregadoras) sobre uma realidade transnacional que é a nossa e que em última análise só pode representar ou a regressão a uma Europa dos 15, ou até mesmo o fim deste projecto único, renovador e inspirador das consciências das sociedades humanas nacionais a nível mundial muito mais relevante que a perpetuação dos Estados-Nação do tipo século XIX!
Uma nota final a vós pacientes leitores: lembrem-se do Velho do Restelo!
Alexandre Quinteiro


(Clique no texto para a sua leitura integral)

Aconselho também a leitura deste sítio e a procura criteriosa de informação relativa à influência da gestão política de Durão Barroso da directiva Bolkenstein na opinião pública francesa! Esta directiva, independente do tratado, foi um dos temas principais do debate francês e deu uma imagem ultra liberal (e falaciosa, no meu entender) do Tratado e da União Europeia.

http://www.euobserver.com/

Só tenho pena que este Tratado não tenha sido "enterrado" pelo seu conteúdo!

2 Comments:

  • At 1:17 da tarde, Blogger O Raio said…

    Dizer que a directiva Bolkenstein nada tem a ver com a Constituição é abusivo. Como dizer que a entrada da Turquia para a UE nada tem a ver com a Constituição também é abusivo.
    A Constituição sagra um modo de gestão ainda mais independente dos governos nacionais do que o Tratado de Nice actualmente em vigor.
    Com a Constituição a possibilidade de um país se opor a qualquer decisão fica diminuída. É natural que as populações se queiram proteger.
    Há ainda um outro factor importante, a pouca confiança que as previsões já merecem.
    Em 1 de Janeiro de 1993 entrou em vigor o Mercado ùnico. Na altura previam-se que este mercado criaria milhões e milhões de empregos. Claro que isto não sucedeu. O mínimo que poderia ter acontecido é ter-se explicado isso às populações e dizer-se "desculpem, enganamo-nos".
    Depois em 1 de Janeiro de 1999 entrou em vigor o Euro. Também na altura previa-se a criação de milhões e milhões de empregos... o resultado foi como o do Mercado ùnico...
    Agora alargou-se a UE aos países de Leste. Tal como habitual previa-se a criação de milhões de empregos devido ao aumento do número de consumidores...
    Só que agora foi pior, o que aconteceu foi que as empresas deslocalizaram-se para o Leste e mandaram para o desemprego os trabalhadores que tinham na Europa a quinze.
    Depois disto tudo vêem-nos com o texto constitucional e dizem-nos que é imperativo, para o nosso futuro, que o texto seja aprovado.
    Só que,... ainda há alguém que acredite neles?

     
  • At 1:25 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Raio...

    É abusivo porque o directório e a entrada da turquia podem, sem Tratado, ser feitas na mesma. É abusivo porque os cidadãos não evitam nem ajudam que o directório e a Turquia tenham destinos diferentes com este voto.

    Nem me fales do Tratado de Nice. Era mais uma das razões porque íamos retirar vantagens deste tratado Constitucional, ou seja, o fim do sistema de votação criado em Nice.

    A tua alusão á criação de emprego parece-me forçada. A Europa tem tido sempre um discurso de dificuldade e de necessidade de adaptação ao novo mundo. Não alinho nem nunca alinhei em discursos de utopias e nunca foi esse o discurso oficial da União.

    Abraço,

     

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