Filho do 25 de Abril

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segunda-feira, maio 21, 2007

1157. O que nunca farei...

... nunca hei-de assinar ou apelar às assinaturas para uma candidatura que não tenho a mínima intenção de apoiar com o voto expresso tão só para ajudar que um partido com que não me revejo fique em dificuldade.

... nunca hei-de assinar ou apelar às assinaturas para que, por exemplo, Carmona Rodrigues consiga candidatar-se à Câmara Municipal de Lisboa tão só com o objectivo de fragmentar os votos da direita.

O que faço, e vou fazer, é apelar ao voto em Helena Roseta, apesar de não votar em Lisboa, porque considero que é a melhor candidata para Lisboa e para o país, neste contexto específico.

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13 Comments:

  • At 5:45 da tarde, Blogger José Raposo said…

    Ricardo, presumo que já conheças as propostas para Lisboa da Helena Roseta. Eu tb não voto em Lisboa mas naturalmente trabalho e faço quase toda a minha vida em Lisboa e por isso reservo-me ao direito como qualquer outra pessoa de manifestar a minha opinião sobre estas intercalares. Apesar de pessoalmente apreciar as posições de Helena Roseta, não me revejo neste tipo de purificação anti-partidária em que ela e o Manuel Alegre insistem em envolver-se. Era o que mais faltava que cada um que se propõe a determinado cargo tivesse de ser escolhido pelo partido a que pertence. Tenho pena que Helena Roseta tenha saído do PS, mas compreendo que se realmente tem um projecto deve candidatar-se como independente. Não percebo é o papel habitual e já um pouco maçador de vítima. Mas aquilo que ainda não vi são propostas e por isso vou aguardar antes de declarar o meu apoio a alguém.

     
  • At 6:49 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Caro José Raposo,

    Convém separar as águas. Por eu considerar Helena Roseta a candidatura que, até agora, reúne a minha preferência não quer dizer que, por arrasto, tenha que subscrever todas as posições dos movimentos cívicos que a apoiam. Aliás posso acrescentar que não votei Manuel Alegre nas últimas Presidenciais.

    Abraço,

     
  • At 7:31 da tarde, Anonymous Fernando said…

    Porque é que a Helena Roseta é melhor em tua opinião Ricardo?

     
  • At 8:08 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Fernando,

    Até ao momento do voto, que não vou concretizar porque não voto em Lisboa, vamos ter tempo de analisar propostas e programas. Sem prejuízo de qualquer alteração de sentido de apoio durante a pré e campanha eleitoral, o meu apoio é motivado: 1) por exclusão de partes; 2) Por admiração do perfil político da candidata.

    O que pode mudar a minha intenção de apoio: 1) um programa pobre; 2) uma equipa pobre; 3) potenciais coligações; 4) um outro candidato que me crie esta sensação de confiança e que me conquiste pelas ideias.

    O que faço, para já, é uma declaração de apoio político neste contexto específico e sujeito, como sempre, a alteração.

    Abraço,

     
  • At 10:38 da tarde, Blogger Papoila said…

    A primeira vez que paro neste campo. Titulo de blog atractivo e um post que me toca. Moro em Lisboa. Trabalho em Lisboa e por acaso…muito por acaso conheço bem demais os meandros da CML. Politicas e ideologias à parte acho que ninguém ainda parou para pensar na Cidade e nos trabalhadores da CML. Temos a Câmara e a cidade parada à conta de jogos políticos. A responsabilidade é de todos os partidos com representação no executivo camarário, sem excepção. Um bom executivo para fazer uma boa gestão e cultura de cidade tem que ter do outro lado da bancada uma oposição responsável que também tenha sentido de cidade, que não se sirva da cidade apenas para jogos de poder e sedução e como trampolim para outros voos.
    O Telenovela Câmara Municipal de Lisboa está a ficar de tal forma pobre de actores que mais parece uma novela mexicana…….. o problema é que quem chora no final não são os protagonistas dessa novela mas sim os funcionários e cidadãos. O caos está instalado.
    Quero ver que se vai preocupar com os trabalhadores a recibos verdes, que têm assegurado o funcionamento de muitos serviços da CML (não estou a falar de Contratos de Assessores que mais parecem de presidente) (estes têm o seu contrato tabelado pelos valores dos funcionários da autarquia) quando os mesmo terminarem em Julho e não podendo ser renovados por falta de verba e até de alguma legalidade. já que segundo me parece a CA não tem competências na matérias, para além de que estará toda a gente muito mais preocupada com a campanha eleitoral do que com os pobres. Se algum equipamento ou serviço tiver que fechar …. Depois logo se vê. Para já o importante é ver quem ganha. A CML pode continuar parada até final do ano ………a Cidade Também.

     
  • At 8:59 da manhã, Blogger rouxinol de Bernardim said…

    A democracia está doente. O poder local sofre com uma doença chamada
    partidarite aguda. Há quem lhe chame também partidocracia...

    Helena Roseta é, pelo seu prestígio, pelo arsenal cognitivo que dispõe, a receita ideal para travar (minorar...) esse mal endémico.

    Há que apoiar esta arquitecta que tem no humanismo esclarecido o caldo de cultura ideal para implementar uma nova concepção de magistratura interventiva a nível do poder local; há que lançar os dados e arriscar...

    Por muito respeito pelas qualidades dos demais candidatos, que são pessoas íntegras e conhecedoras, temo que o pecado original possa ferir de morte as suas candidaturas. Esse "pecado" é terem nascido no "ovo" partidário. Quando estiver em causa um conflito de interesses poderá o prato da balança pender para o lado errado, devido a pressões cujo epicentro será o INTERESSE DO PARTIDO e não O INTERESSE DA CIDADE!

    Por isso exige-se o voto macisso (útil e íntegro) na arquitecta que poderá ser o fiel da balança!

     
  • At 10:23 da manhã, Blogger Ricardo said…

    Papoila,

    O que se passa na CML é um reflexo do que tem atrasado o país desde a revolução. Caminhamos para uma italianização da nossa política com políticos que não cumprem os seus mandatos e com constantes suspeitas judiciais sobre os políticos. A situação é tão mais grave quando aparecem exemplos como o seu, que mostram a incerteza directa que isso causa em funcionários, sem falar nos outros custos de ter a Câmara parada.

    Para já aposto em Helena Roseta também por isso, ou seja, para uma mudança de atitude política na condução da Câmara.

    Obrigado pela visita,

     
  • At 4:24 da tarde, Blogger José Raposo said…

    Ricardo eu sei que não votaste no Manuel Alegre :) Mas o que preocupa é esta credibilidade que as pessoas dão a alguém como a Helena Roseta, simplesmente pelo facto de ser a Helena Roseta e por falar bem e dizer umas coisas certinhas que entram pelo ouvido dentro.
    Não consigo entender. É como se aqueles dois se tivessem auto-intitulado a reserva moral do socialismo histórico deste país e que só por isso merecem toda a credibilidade.

     
  • At 5:03 da tarde, Blogger Ricardo said…

    José Raposo,

    Nas presidenciais o meu voto não podia ir para outra pessoa, estava bloqueado à partida ;).

    Neste caso é verdade que o meu apoio - não o voto - é motivado por uma exclusão de partes, apesar de realmente admirar as qualidades de Helena Roseta, principalmente num contexto em que os dois maiores partidos estão envolvidos numa situação financeira pouco clara na Câmara. Considero que é importante quebrar certos vícios na autarquia da capital.

    Eu respeito o tal "socialismo histórico", considero que deve ser mais actual mas que continua a ser importante em determinados contextos. Eu não ignoro o contexto e, apesar de identificar-me mais com a ala mais liberal do PS, considero que nesta fase há outros valores que dou mais importância.

    Abraço,

     
  • At 11:49 da manhã, Blogger José Raposo said…

    Então de acordo com os pontos que acabas de indicar, podias perfeitamente apoiar o José Sá Fernandes que esteve lá na linha da frente onde ninguém viu a Helena Roseta

     
  • At 4:44 da tarde, Blogger Papoila said…

    A única vez em que votei num partido de direita foi para apoiar um Independente, mesmo que apoiado pelo PSD, Carmona Rodrigues. Dei um Tiro no Pé. Hoje olho para os nomes de todas as listas e não me consigo rever em nenhuma. A Politica em portugal mais parece uma "anarquia" de valores e ideias. Neste momento já são 11 os candidatos à Câmara da Capital. Para quê?! Para terem os 5 minutos de fama em tempo de antena e campanha eleitoral?

     
  • At 7:27 da tarde, Blogger Ricardo said…

    José Raposo,

    Sinto simpatia por Sá Fernandes pela sua acção fiscalizadora. Contudo não acho o seu perfil o melhor para mais altos voos, enquanto que considero que Helena Roseta poderia ter uma acção mais ampla. São apenas opiniões, sujeitas a mutação.

    Abraço,

     
  • At 7:29 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Papoila,

    Acompanho a tua preocupação, principalmente pela multiplicação de candidatos e pela credibilidade dos políticos no cenário actual. Espero que estas eleições sejam um ponto de viragem para a capital.

    Bjs,

     

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