Filho do 25 de Abril

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quinta-feira, setembro 02, 2004

(154) Janelas para outras opiniões (3) – O Sítio do Ruvasa


Pietà - Michelangelo Buonarrotti
 Posted by Hello

Descobri este Blog (O Sítio do Ruvasa) através dum comentário a um post que publiquei, não faz muito tempo. Este jovem apresenta-se de forma curiosa, “O Homem, produto de si próprio”. É um lema que tem tanto de verdadeiro como de inspirador. Dá espaço para que o homem seja responsável pelo que fez, pelo que faz e pelo que vai fazer. Para que se orgulhe do que conquistou e se envergonhe do que não teve coragem de conquistar.

“Aqui se vão deixando pensamentos e comentários, impressões e sensações, alegrias e tristezas, desânimos e esperanças, vida enfim!... E assim se vai confirmando que o Homem é, a montante da circunstância que o envolve, produto de si próprio.”

O Sítio do Ruvasa não tem nada a ver com o Sítio do Picapau Amarelo porque aqui não há fantasmas nem bruxas, mas uma coisa tem em comum, é um sítio agradável para se estar. O Ruvasa tem um descomprometimento como todos aqueles que já viveram muito e a cultura de quem cultivou as suas ideias e deixou que elas tomassem forma. A poesia, a História, a Cultura têm sempre lugar neste blog. A Política também mas sem a mesma paixão com que aborda outros assuntos.

"Passos Perdidos" - Assembleia da República
“Infelizmente para nós, bem mais "perdidos" do que seria admissível. Não sou dos que, regra geral sem cuidarem de saber do que falam, acusam os deputados - e políticos, em geral - de todos os males de que padecem, a própria estupidez incluída.
Mas temos que convir que os conscripti patres atropelam os limites do razoável a tal ponto que a vontade - dificilmente reprimida tantas vezes - que assalta o cidadão vulgar de Lineu - ainda por cima pagante de impostos e sem lhes poder fugir - é a de irromper pela Câmara Baixa - baixinha em tantos momentos... rasteira mesmo! - e "amandar" dois bem tonitruantes berros. É que há dias em que não há asshole que aguente... Devia ser imposto um limite. Nem que fosse por decreto!
E discordo da asserção, abusivamente inculcada em nós desde a idade do entendimento político, de que cada povo tem os políticos que merece. No nosso caso, quando menos, é premissa falsa! Merecemos mais. Sobretudo, melhor!”


Berra, Ruvasa! Precisas de ser ouvido! O que é que mais irrita o Ruvasa? A falta de ambição, a ignorância, quem não luta pelo seu potencial.

“O atleta Rui Silva, que ontem, em Atenas, conquistou a medalha de bronze na prova dos 1.500 metros, é bem lídimo representante de uma certa mentalidade desorganizada, pacóvia, provinciana até à tacanhez, resmungona, odienta e odiosa que muito apreciaríamos que os portugueses abandonassem de uma vez por todas, dado que nos menoriza e deslustra como Povo. (...)

"Foi muito bom ter alcançado o bronze! Vá lá, vá lá… que podia ter sido pior, ou seja, nada ter conseguido". A diferença entre reais vencedores e os tristes vencidos da vida está exactamente aqui. Ficar-se “contentinho da silva” por se ter obtido o mínimo, ainda que se demonstre à saciedade que havia condições para se ter alcançado o máximo, com até menor esforço. Tudo, por falta de adequada estruturação mental.”


Não podia estar mais de acordo! É a crença no homem e no que ele é capaz de fazer que me faz visitar regularmente este blog. Desejo uma longa vida a este Blog. Termino com uma das minhas citações favoritas, que complemento com a outra que completa o cenário.

Por mais insignificante que seja o teu máximo,
vale tanto como outro qualquer.

Ruvasa

Dá o teu máximo e terás cumprido o que te é exigível.
Ruvasa

1 Comments:

  • At 12:01 da manhã, Blogger Ruvasa said…

    Nem sei que te diga, Ricardo!

    Só a gentileza que em ti pressinto pôde ter ditado as palavras que dedicas ao meu mal começado trabalho, sempre incompleto e de pouco valimento.

    Nem sei que te diga, Ricardo!

    Porque, sem falsas modéstias, sei não te merecer o esforço.

    Deixaste-me sem fala, sem argumentos, incapaz de uma reacção condigna, à altura da circunstância.

    Nem sei que te diga, Ricardo!

    Claro que nem me atrevo a pôr em crise que o que escreveste o fizeste por ter sido pensado, avaliado, sentido. Só assim vale a pena escrever. Seja o que for.

    Nem sequer tinhas qualquer convenção social a tanto te obrigar. É que não nos conhecemos. No entanto, tudo isso independe do meu hipotético valor que é bem menos perceptível do que o por ti anunciado.

    Nem sei que te diga, Ricardo!

    Mas não posso deixar de aqui declarar o quanto me agradou a tua apreciação. Mais ainda pelo facto de o subscritor ser alguém que é da mesma idade que alguns dos meus filhos, mais novo mesmo do que outros deles, de outra geração, de perspectiva diversa.

    Acaso consegues aperceber-te do que isso significa para um homem da minha idade cronológica, se bem que – imodesta e descaradamente o afirmo – tenha deixado a do espírito para trás, aqui há uns anos?...

    Nem sei que mais te diga, Ricardo!

    Um abraço do

    Ruben Valle Santos, também conhecido por Ruvasa.

     

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