Filho do 25 de Abril

A montanha pariu um rato - A coerência colocada à prova - A execução de Saddam Hussein - O Nosso Fado - "Dois perigos ameaçam incessantemente o mundo: a desordem e a ordem" Paul Valéry, "Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa, salvar a humanidade", Almada Negreiros - "A mim já não me resta a menor esperança... tudo se move ao compasso do que encerra a pança...", Frida Kahlo

terça-feira, novembro 16, 2004

(234) Sala de Cinema: The Forgotten, de Joseph Ruben


É engraçado formar uma expectativa em relação a um filme e este não caber no rótulo que preconceituosamente o colocamos. Fui ver este filme guiado por um nome, Julianne Moore. Convencido que ia ver um drama saiu-me na rifa um thriller "fantástico", leia-se, sobre o fantástico. Pergunta o atento leitor porque é que esta pobre alma, eu de nome, não consultou Zulmira, vidente de profissão, sobre o que esperar do filme. É simples, caro leitor, é que da nona arte Dona Zulmira não gosta de se ocupar, aliás, as artes estão ocultas dos seus interesses e logo dos seus búzios. O filme mistura o fantástico com alguns géneros, o horror, a intriga, a ficção científica, o thriller!

Estamos na presença da antítese do cinema de M. Night Shyamalan. Aqui tudo tem impacto visual, tudo é explicado e linear (o que não é linear é porque é confuso). Tenho pena de ter visto este filme com premissas erradas porque o filme exigia que eu me sentasse, desligasse parte do cérebro (a parte racional), e apreciasse um filme de horror com um argumento trapalhão, sem as expectativas do realismo dum drama!

Esquecendo por momentos a história do filme, é de destacar a Julianne Moore, como sempre espantosa e deixar uma nota de surpresa em relação a Gary Sinise, que nem tinha uma personagem interessante e esteve muito longe de ter feito uma boa interpretação. A realização é tecnicamente interessante e reconheço a eficácia em assustar os espectadores. Há uma regra simples para pôr alguém a saltar da cadeira, é não denunciar o acontecimento. Só é possível isto acontecer quando o acontecimento interrompe o normal desenrolar da história duma forma abrupta, sem denúncia da parte da Banda Sonora e das interpretações. Neste aspecto, nota máxima! Nos outros aspectos só depende das expectativas...

5 Comments:

  • At 10:15 da manhã, Blogger O Micróbio said…

    "Telly Paretta (Moore) vive atormentada pela memória do acidente que matou o seu filho de 8 anos. Enquanto tenta recuperar do desgosto, o marido e o seu psiquiatra insistem em dizer-lhe que ela está a delirar e o que o filho nunca existiu. Desorientada, tenta encontrar provas da sua existência, mas tudo desapareceu..." Enredo interessante!

     
  • At 1:16 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Os histerismos interpretativos da Julianne Moore já enjoam...

     
  • At 6:40 da tarde, Blogger rafapaim said…

    Gostei particularmente desta tua descriçao!!!

     
  • At 8:34 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Caro Ricardo

    O Presidente da República decidiu finalmente dividir o Prémio Carlos V ?!
    Eu eplico: Você está num cinéfilo invertebrado, rico concerteza, porque para andar todas as semanas no cinema, mais do que uma vez por semana, é sinal que isso está a dar.
    Será que o Presidente decidiu dividir o prémio por alguns eleitos ou você está já cumprindo o pedido do PSL, para não nos preocuparmo-nos e sermos felizes, porque a abundância vem a caminho ? ( de Jerusalém concerteza, transportada por 10 milhões de caracóis em marcha lenta. )

    Chiça! A mim é que não chegou nada e você ainda se intitula de " POBRE ALMA ". De que filme é que você saiu ?
    Só mais uma coisinha insignificante, tal qual eu: O cinema é a Sétima Arte, a Nona Arte é os bonequinhos que a gente lê quando estamos a aliviar a tripa.

     
  • At 10:05 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Caro anónimo,

    A Dona Zulmira não se interessa por nenhum dos tipos de arte por isso essa "distracção" da minha parte tornou-se irrelevante. Quanto à forma como gasto o dinheiro e obtenho os meus rendimentos, apesar dos tempos estarem maus, é uma questão de gerir habilmente os recursos à dispos~ção, isto é, estourar com o limite do cartão de crédito. É que v~em aí tempos de abundância...

    ica bem, seja lá quem fores

     

Enviar um comentário

<< Home