Filho do 25 de Abril

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sábado, fevereiro 26, 2005

(341) Martin Scorsese (5 de 6)




Em 1995 Scorsese revisita os filmes sobre a Mafia em Casino. Novamente com Robert DeNiro e Joe Pesci, descreve a criação de Las Vegas e a influência que a Mafia teve no seu funcionamento. Como sempre Scorsese gosta de filmar o apogeu e o declínio do homem porque tudo na vida tem obrigatoriamente um fim. É impressionante como a vida da personagem de Robert DeNiro muda ao longo do filme conforme vai perdendo o controlo sobre tudo o que o rodeia, inclusivamente da sua família. Sharon Stone tem aqui aquele que foi provavelmente o melhor papel da sua carreira. As filmagens no deserto são de uma beleza visual incomparável. Foi a última colaboração até à data com DeNiro.






Dois anos depois realiza Kundun (1997) sobre a vida do Dalai Lama. É uma viagem espiritual com poucos meios mas onde se nota que os pormenores técnicos de cada cena foram optimizados para criarem uma atmosfera mística. É um dos primeiros filmes de Scorsese que a religião católica não tem o papel de guia moral das personagens. É talvez um dos seus projectos menos conhecidos até porque parece ser um filme intimista, um projecto pessoal. Sem dúvida um dos seus filmes mais conseguidos no aspecto visual.

Nem sempre é uma boa ideia revisitar o passado e copiar as fórmulas de sucesso do passado. Scorsese voltou a colaborar com Paul Schrader (Taxi Driver) no filme
Bringing Out the Dead (1999), com Nicolas Cage no principal papel. Substitui o taxi por uma ambulância e vagueia pela noite de Nova Iorque. Apesar da beleza visual habitual nos seus filmes também estar aqui presente o filme ficou muito aquém das expectativas. Até porque era inevitável a comparação com Taxi Driver. Um dos filmes menos bem conseguidos de Scorsese...

2 Comments:

  • At 11:48 da manhã, Blogger Armando S. Sousa said…

    Como já expressei anteriormente, Martin Scorsese é provávelmente o maior realizador da actualidade. Mas esta fase da filmografia de Scorsese, que referes neste post é a fase para mim menos brilhante do Génio. Não gostei de nenhum dos três filmes.
    Um abraço.

     
  • At 3:59 da tarde, Blogger boavida said…

    Esta série de posts sobre a obra de Martin Scorsese, foi mais uma sua notável iniciativa.
    Parabéns

     

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