Filho do 25 de Abril

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segunda-feira, abril 23, 2007

1103. Congresso americano quer proibir porte de armas a doentes mentais

Seung-Hui Cho

Não se pode reduzir o que aconteceu no Virginia Tech a um problema de controlo de armas. Mas não se pode ignorar que a actual legislação americana potencia o acesso a armas o que maximiza as consequências de certos actos violentos que acontecem em qualquer país do mundo. Deste modo tenho que repudiar esta insistência em tapar o sol com a peneira uma vez que por causa da justificação do "direito à defesa" continua-se a disponibilizar armas em grandes quantidades à sociedade civil.

Não são necessárias estatísticas, basta o bom senso, para perceber que armar os cidadãos com o intuito de dar-lhes o "direito a defesa" exponencia os acidentes, a violência dos crimes, a probabilidade das mesmas armas irem parar a mão erradas e a má utilização das mesmas em problemas de violência doméstica. Esta nova ponderação, a de excluir os doentes mentais do acesso a armas, impressionante como até agora podiam, é mais um paliativo, e não uma mudança radical na política de posse de armas.

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3 Comments:

  • At 6:40 da tarde, Blogger Bruno Gonçalves said…

    "(...) para perceber que armar os cidadãos com o intuito de dar-lhes o "direito a defesa" exponencia os acidentes, a violência dos crimes, a probabilidade das mesmas armas irem parar a mão erradas e a má utilização das mesmas em problemas de violência doméstica."

    Cais no erro de seguir a tendência do politicamente correcto. Julgava-te mais imune aos tiques da nossa esquerda. Julgo que a tua ideia é redutora, visto ser uma contexto e sociedade completamente distintas da nossa.

    E não falemos de estatísticas...

     
  • At 6:59 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Bruno,

    A minha posição nada tem a ver com o politicamente correcto (dispensava a colagem aos tiques de esquerda porque eu nunca deixo de fundamentar o que defendo) e o único ponto em que me podes atacar é aquele em que eu não me devia imiscuir em assuntos domésticos de outros países. Mas esse não é só o meu mal...

    A questão das armas de fogo é muito simples e a natureza humana é igual em todo o lado, e ninguém me convence que o contexto americano é mais violento que o europeu ou qualquer outro.

    Ter uma arma em casa é um problema social e não só da esfera privada dum cidadão, escudado num "direito a defesa" e numa emenda da Constituição. Um civil ter acesso a armas merece, da minha parte, uma crítica. Haver uma generalização do direito a essa posse é, na minha opinião, um contra senso ainda maior. Não vou voltar a repetir as situações de risco mas sabes tão bem como eu que os supostos benefícios de ter armas pelo "direito à defesa" são bem menores que os malefícios dessa política.

     
  • At 1:50 da manhã, Blogger belinha said…

    Pois eu também sou daquelas ignorantes que pensa que haver armas à venda no supermercado é capaz de dar uma ajuda ao nºde mortes por ano.É assim como haver pipocas no cinema: se não há a gente não come, mas se vê os outros comer, também quer.Exemplo: passei 4 meses no Porto e qd lá cheguei toda a gente me assustou com a criminalidade. Se houvesse pistola à venda no Pingo Doce eu teria comprado uma, certo?Sentir-me-ia mais segura e se fosse assaltada à noite, à porta de casa,teria sem dúvida mais hipóteses de ser morta por um criminoso bem treinado na sua arte do que me defender com o estranho objecto, que só serviria para empolar a reacção do outro e bang!Ou não?Ninguém está livre de um dia de raiva e aí, não é mais perigoso ter uma arma na gaveta do que um canivete na algibeira?Perigoso para si e para os outros.Uma pessoa que tem uma arma tem de a saber usar,tem de saber auto-controlar-se e de fazer uma boa leitura do seu contexto da sua utilização ou não.Será que os 200 milhões de americanos que têm armas são assim?Duvido.As armas são um chorudo negócio e é isso, nada mais, que justifica tudo nos EUA.

     

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