Filho do 25 de Abril

A montanha pariu um rato - A coerência colocada à prova - A execução de Saddam Hussein - O Nosso Fado - "Dois perigos ameaçam incessantemente o mundo: a desordem e a ordem" Paul Valéry, "Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa, salvar a humanidade", Almada Negreiros - "A mim já não me resta a menor esperança... tudo se move ao compasso do que encerra a pança...", Frida Kahlo

sexta-feira, maio 18, 2007

1153. Quem é menos democrata?


És tu; Não, és tu; Nem penses, és tu.



Agora imaginem se esta dupla estivesse presente: Não, somos nós.

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domingo, maio 13, 2007

1143. Guerra de Perspectivas na Área da Saúde

A área da saúde é por excelência controversa quando analisada numa perspectiva económica. Ainda por cima há, no laboratório da vida, duas abordagens económicas e políticas sobre como esta deve ser gerida e encarada substancialmente diferentes e refiro-me, obviamente, à abordagem europeia (com todas as suas nuances) e à abordagem nos EUA. Acredito que o futuro não vai declarar um "vencedor", vão-se aproveitar várias componentes das duas abordagens, mas acredito que a abordagem americana é que mais se vai aproximar da europeia, e não é por acaso que é cada vez mais recorrente na classe política dos EUA a promessa de mudanças radicais nesse sentido. Os números demonstram que o sistema americano de saúde é mais caro que o europeu em proporção e que é cada vez menos universal mas, sejamos justos, também é o principal motor da inovação na área e tem uma maior qualidade de serviço e tratamento para aqueles que o conseguem pagar.

Sei que para o Hugo Mendes, do blogue Véu da Ignorância, este é um dos seus temas de eleição e, como não podia deixar de ser, mais uma vez aborda este tema. Sinto uma enorme empatia com os seus pontos de vista sobre a saúde. Desta vez, mais uma vez armado de números e estatísticas, o Hugo chama à atenção para o peso cada vez maior que o sector tem em % do PIB nos EUA assim como a diminuição da sua cobertura (não cobre 16% da população), a sua cobertura ser por vezes muito limitada e por esta ter descontinuidades temporais. A questão chave, e é apontada pelo Hugo, e muitas vezes também defendida aqui por mim, é que a saúde não pode nem deve ser encarada da mesma forma que qualquer outra área em que o mercado encontra facilmente um equilíbrio aceitável. A área da saúde é tão específica que o mercado, numa acepção mais liberal, cria distorções que tornam inviável a obtenção de resultados aceitáveis, ainda para mais se defendermos a universalidade e a distribuição de riscos de saúde. Eis uma "guerra de perspectivas" que ainda está para durar.

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quarta-feira, maio 09, 2007

1136. A quebra de patente



A decisão do executivo de Lula da Silva de licenciar compulsivamente um medicamento da última geração de tratamento da Sida é, no mínimo, polémica. Relembro que o medicamento em questão é o Efavirenz, produzido e patenteado pelo laboratório norte-americano Merck Sharp & Dohme, e que, após longas negociações entre o Governo Brasileiro e o laboratório, não houve acordo quanto ao preço. Falhadas as negociações o executivo brasileiro resolveu licenciar o medicamento e o "Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), iniciará, até o final deste ano, a produção de 30 milhões de unidades do medicamento Efavirenz".

As perspectivas sobre as negociações entre o Governo e o laboratório são díspares e não me cabe julgar quem tem razão. O problema é complexo, ou seja, como conciliar o direito à patente com um acesso universal ao medicamento por questões de saúde pública? Eu não tenho resposta a esta questão mas definitivamente a área da saúde não pode ser encarada da mesma forma que outras áreas em que o sistema de mercado é mais linear. Por um lado há que proteger a inovação para que esta seja atractiva e, por outro, é preciso perceber que o resultado dessa inovação não pode ser tratado, no mercado, da mesma forma que outro qualquer produto inovador. Numa situação que envolva um país do chamado primeiro mundo com a vontade do laboratório em estar no mercado com preços que garantam o mínimo de rentabilidade não teria problema em defender a posição do laboratório mas num país de terceiro mundo (sem ser necessariamente o Brasil) com um laboratório (não necessariamente o citado) que não quer distribuir nesse país ou que para o fazer só o faz a preços de mercado então, neste caso, a minha posição já não é clara. Esta decisão pode alterar significativamente o mercado farmacêutico mundial.

Atento a este fenómeno a Fundação Clinton acaba de promover um acordo entre laboratórios e países do Terceiro Mundo "para reduzir o preço dos antiretrovirais de nova geração no combate à Sida, em países em desenvolvimento".

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sábado, maio 05, 2007

1129. Debate dos Candidatos Republicanos a Presidente dos EUA

Cada vez estou mais distante da perspectiva republicana em relação aos temas sociais, à segurança e à política externa. Como é possível ler no artigo de Rita Siza (Público), o debate "pareceu um concurso para encontrar o mais conservador". Neste contexto admiro a coragem de Rudy Giuliani que em questões como o aborto mostrou-se disponível para uma solução de compromisso. Reafirmo que, neste contexto, é preciso coragem o que só demonstra personalidade. O pior é o resto...

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quinta-feira, maio 03, 2007

1124. Ségolène Royal vs. Nicolas Sarkozy

Não me interessa discutir quem ganhou. No limite ganharam os dois porque há muito tempo que não assistia a um debate com este nível em que os dois candidatos, sem as redes habituais que tornam os debates em Portugal pouco esclarecedores, discutiram claramente opções ideológicas. Não há margem para erro: um é de esquerda, outro é de direita. Sem espinhas.

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segunda-feira, abril 23, 2007

1103. Congresso americano quer proibir porte de armas a doentes mentais

Seung-Hui Cho

Não se pode reduzir o que aconteceu no Virginia Tech a um problema de controlo de armas. Mas não se pode ignorar que a actual legislação americana potencia o acesso a armas o que maximiza as consequências de certos actos violentos que acontecem em qualquer país do mundo. Deste modo tenho que repudiar esta insistência em tapar o sol com a peneira uma vez que por causa da justificação do "direito à defesa" continua-se a disponibilizar armas em grandes quantidades à sociedade civil.

Não são necessárias estatísticas, basta o bom senso, para perceber que armar os cidadãos com o intuito de dar-lhes o "direito a defesa" exponencia os acidentes, a violência dos crimes, a probabilidade das mesmas armas irem parar a mão erradas e a má utilização das mesmas em problemas de violência doméstica. Esta nova ponderação, a de excluir os doentes mentais do acesso a armas, impressionante como até agora podiam, é mais um paliativo, e não uma mudança radical na política de posse de armas.

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1102. Grão de Areia no Universo: Boris Yeltsin



É impressionante, até uma vergonha para mim, que nesta hora a única memória clara e presente que tenho do ex-Presidente Russo é a sua constante boa disposição - muitas vezes descoordenada - que tinha em muitos dos seus actos oficiais. E aquele riso maroto sempre que, em público, apalpava uma bonita secretária. Shame on you, mr. Yeltsin.








Como acho que, ou melhor, tenho a certeza, que não vão ser estes pormenores que vão ficar para a história é preciso sublinhar o papel de Boris Yeltsin na transição para o capitalismo, talvez algo abrupta, muito autoritária, mas crucial. E as fotografias que vão ficar para a história serão, certamente, em cima dum tanque e não com um copo de vodka na mão.

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quarta-feira, abril 11, 2007

1084. Homofobia na Polónia

Lech and Jaroslaw Kaczynski


A crescente homofobia que cresce na Polónia - entre a população e entre os seus representantes - é um fenómeno "curioso" num país cuja população já foi vítima de tanta intolerância. A ideia peregrina de banir os professores que se declarem homossexuais é reforçada com a outra ideia peregrina de banir homossexuais de certos empregos. Para isso está a ser criada uma lista de empregos que os gays não podem exercer com a justificação (?!?!) de ser necessário proteger as crianças! Esta ligação estatística entre homossexualidade e pedofilia ou, na melhor das hipóteses, que professores declaradamente homossexuais vão fazer comícios às crianças para influenciar a orientação sexual destas faz lembrar as ideias de certos grupos políticos que espalham cartazes repugnantes pelas cidades...

Numa sondagem recente na Polónia só metade dos inquiridos acha que a homossexualidade deve ser tolerada. Impressionante.

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segunda-feira, abril 09, 2007

1080. Le Pen avança com a solução para a diminuição do número de abortos


Le Pen sugere masturbação feminina como contraceptivo

Le Pen sugere a masturbação feminina para evitar gravidezes indesejadas. Como é que aqui ninguém se lembrou disso? É, sem dúvida, a chave para o problema...

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quarta-feira, abril 04, 2007

1071. O rapto dos soldados britânicos



Iranians release British sailors

Iranian President Mahmoud Ahmadinejad says 15 British naval personnel captured in the Gulf are free to leave.

Fonte: BBC News


Este incidente serviu para (de)mo(n)strar várias teorias: i) Que o regime de Irão está a esticar a corda para testar até onde pode ir; ii) Que o Irão é uma ameaça à política que parte do Ocidente tem para o Médio Oriente; iii) Que o regime Iraniano utiliza todos os recursos à sua disposição para distorcer a informação para os seus próprios cidadãos; iv) Que é necessário que o Ocidente reavalie a forma como tem gerido os raptos e detenções de suspeitos de pertencerem a várias organizações consideradas perigosas para a segurança nacional, até para que a diplomacia possa ter peso e argumentos em situações idênticas, isto é, quando o uso da força tem resultados inócuos.

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terça-feira, abril 03, 2007

1068. Ainda mexe...

Henry Kissinger é uma personagem, no mínimo, polémica. Directa ou indirectamente a sua intervenção está documentada em quase todos os conflitos internacionais durante um longo período do século passado. Confesso que quando ouço este político a dar uma opinião tremo só de pensar qual será a sua "hidden agenda"...

China's inevitable rise risks conflict

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segunda-feira, março 26, 2007

1056. Declaração de Berlim


É espantoso observar o entusiasmo de Angela Merkel em Berlim porque assinou um acordo - a Declaração de Berlim - que acorda que os Estados membros da União Europeia têm que chegar a acordo até à data previamente acordada. Espantoso e épico.

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quinta-feira, março 15, 2007

1040. Em Guantanamo


"Em Guantanamo
Sheikh Mohammed assume planeamento do 11 de Setembro"

Sol, 15 de Março de 2007



Não sei porquê, até porque acredito que Sheikh Mohammed seja culpado dos crimes que confessou, mas quando leio qualquer artigo sobre confissões em Guantanamo só me vem à memória a Inquisição Espanhola.

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