Filho do 25 de Abril

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quarta-feira, janeiro 19, 2005

(296) Arquivos dum Blogue

Para que servem os arquivos dum blogue? Alguém dá-se a o trabalho de consultar o que foi escrito há vários meses? Se, por exemplo, colocasse este post aqui...

A Roupa

Para que serve, afinal, a roupa? Ocorre-me, num pensamento menos socializado, que serve unicamente para proteger o nosso corpo do meio ambiente e suas bruscas mudanças e para permitir ao homem percorrer maiores distâncias (como as ferraduras nos cavalos). Mas talvez tenha outras utilidades porque o homem e a mulher vestem-se de maneiras muito diferentes e parece-me que a anatomia não explica tudo. Dir-me-ia a lógica que o vestuário da mulher e do homem estariam adaptados ao conforto de cada um. Porém, a experiência desafia a minha lógica porque ainda não encontrei uma utilidade óvia no uso dos saltos altos e das gravatas. Também, olhando para a questão duma maneira unicamente utilitarista, pode parecer um contra senso peças de vestuário semelhantes em quase tudo (no corte, no tipo de tecido, etc.) terem variações enormes no seu preço porque têm uma combinação original de cores, que por vezes formam palavras a que designamos de marca.

É melhor voltar a socializar a minha mente e dizer o óbvio: é tudo uma questão de imagem! Confortáveis para quê? Adaptados ao meio ambiente sim, mas subjugados a interesses porventura mais edificantes: criar uma imagem, atrair o sexo oposto à originalidade e singularidade do gosto, criar um impacto inicial que descreva a peronalidade antes de iniciar uma conversa. É claro que a roupa de Inverno é diferente da de Verão que por sua vez é diferente das outras estações, há, por isso, uma adaptação ao meio ambiente e a moda o que faz é criar tendências nas diversas estações, reinventar-se, procurar ser aceita, ser cool para o seu mercado alvo e, ao mesmo tempo, ajudar-nos a andar melhor e não termos tanto frio (não incluo o calor, porque para isso havia uma solução bem mais simples, não usar nada... ok.... está certo... as queimaduras solares).

Voltando ao exemplo do Brasil (não, não é um fetiche), como é que um país tão preocupado com a imagem tem hábitos de vestuário tão curiosos? Por exemplo não é incomum ver os estudantes universitários estarem todos nas suas respectivas faculdades de calções, T-Shirts e chinelos. Deixo a minha opinião: talvez seja o calor e a imagem vem depois. Como gosto de ser advogado do diabo de mim mesmo digo então, talvez o culto do corpo deixe a roupa para segundo plano. Mas, para contradizer-me um pouco mais porque unanimismos de opinião não devem existir (mesmo numa só pessoa), digo: não é nada disso porque o Brasil é dos sítios do mundo onde as próprias pessoas mais alteram as T-Shirts colocando um sem número de originalidades. Conclusão final: nenhuma, como sempre!


... alguém reparava que já o publiquei há vários meses? Serão os posts algo tão imediato que perdem a sua validade após o próprio dia em que são escritos?

E já agora porque raio escrevi este post? Terá alguma utilidade para os meus pobres leitores?

*Tópicos relacionados:
17 de Abril de 2004 (2) – A Roupa

5 Comments:

  • At 11:06 da manhã, Blogger O Micróbio said…

    "E já agora porque raio escrevi este post? Terá alguma utilidade para os meus pobres leitores?"... os teus posts têm sempre utilidade... servem para aumentar a cultura geral ou para fomentar a discussão de ideias e isso é muito salutar. No entanto este post talvez tenha mais utilidade para o universo feminino... roupa é com elas! :-))

     
  • At 11:31 da manhã, Blogger Didas said…

    Já tenho perguntado o mesmo. É como as tralhas que pomos no sotão.

     
  • At 1:53 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Micróbio ... a nossa luta para abolir as gravatas deve ser feita com todas as armas à nossa disposição!

     
  • At 1:54 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Didas ... Um dia destes ainda mudo o nome de arquivo para tralha no sotão!

     
  • At 11:31 da manhã, Blogger JM said…

    Meu caro, se se der ao trabalho de ir aos arquivos de aguns blogues e consultar os primeiros e ultimos posts, ficará decerto surpreendido com a evolução que eles (os autores) vão tendo ao longo do tempo. Isso além de ter a ver com a nossa própria evolução dentro da blogosfera, é muito condicionado pelo tipo de visita e comentário que recebemos. Na realidade começamos a escrever para nós e acabamos a escrver para os outros.

    O Velho da Montanha

     

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