Filho do 25 de Abril

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sábado, junho 04, 2005

(439) A Fuga em Frente da “Europa”



Há três teorias que têem sido defendidas para reagir aos referendos na França e na Holanda que eu acho preocupantes.

1) A teoria de que eu também tenho que ser ouvido: Eu acho esta teoria engraçada. Apesar de já haver duas rejeições ao Tratado de Constituição há quem defenda que também devemos dar a opinião e não estarmos reféns da opinião de dois países. Concordo que a nossa opinião é tão válida como a “deles” mas alguém devia avisar-nos que aprovar uma Constituição que depois não vai entrar em funcionamento é capaz de não ter muita lógica. Ou será que estamos à espera que na França e na Holanda se vá repetindo os referendos até dar “Sim”? Ou então alteramos uns pormenores do Tratado e os que já aprovaram nada dizem e os que rejeitaram fazem novo referendo acabando todos por aprovar um texto diferente! Ou há ainda a posibilidade de fazermos vários referendos. Escuso de repetir que acho isto tudo absurdo e que só fragiliza a União! Mais vale admitir a “morte” da Constituição antes que ela mate o principal, ou seja, a própria União Europeia.

2) A teoria do adiamento do referendo: Também adoro esta teoria sugerida pelo pai dos “monstros” que andam aí à solta, Aníbal Cavaco Silva. De que serve adiar os referendos se isso mantém a incerteza quanto ao futuro e não resolve nada? Ficamos à espera de quê? Que a França e a Holanda digam que “Sim” nos parlamentos para depois voltarmos a discutir o texto? Repito que o melhor é criar um documento simples, regulador das instituições e relações entre os países para que a UE não paralise!

3) A teoria que a União Europeia morreu: Agora é moda fazer referendos em que é válido discutir tudo (quando sempre me ensinaram que os referendos eram sobre assuntos muito específicos e por isso é que as perguntas tinham que ser directas) e, pior, também é moda retirar dos referendos consequências sobre o que se perguntou e sobre o que não se perguntou. A UE só "morre" se insistirem no erro monumental de manter ad eternum a discussão duma Constituição que já "morreu". A ideia que a UE "morreu" com estes referendos é descabida. Simplesmente mantemos o modo de funcionamento actual com as adaptações ao alargamento a serem mais lentas. Relembro que os próprios adeptos do “Não” rejeitavam a “chantagem” que a UE acabava no caso do “Não” vencer.

Diria que há teorias para todos os gostos! Pena é que não tenha vontade para rir...

O “Não” em síntese neste blogue (posts desta semana sobre este tema): (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

15 Comments:

  • At 4:11 da tarde, Blogger lazuli said…

    Olá, Ricardo
    Leio os teus textos atentamente, sobre uma questão que é tão importante para nós, e não os vou comentar..porque sinto (e é isso que aqui "comento"..)o pouco que realmente sei sobre esse assunto..
    E é esse "não saber", ou estar pouco informada que me confunde. Confunde, porque se não estou bem informada, decerto que muitos e muitos mais também não estarão..Porque será? A "aridez" do assunto faz com que se passe à frente? Quantos de nós (gente comum..) saberá o que é o Tratado de Nice? Quantos saberão o que é uma Constituição Europeia..se a maior parte nem sequer faz ideia do texto da nossa Constituição?
    Claro que não é só aqui que a questão se coloca..Se formos a ver, quando se vai "a votos", quantos de nós atentam bem nos programas dos partidos? Lêem-nos? Não..Vigora uma espécie de instinto, um "saber" que vamos por ali, e não por acolá, por uma espécie de osmose, de vasos comunicantes..uma informação que vamos apreendendo no dia a dia.
    No caso da "Europa", é claro que é mais complicado. Quem decidirá, afinal? (se é que terá qualquer importância o nosso referendo, se ele se realizar..)
    Se tivesse que optar, hoje mesmo, fa-lo-ia com esse instinto de palavras apanhadas aqui e ali, uma ou outra conversa ou artigos que me tivessem chamado a atenção, mas nunca com grande convicção..
    Deixo-te um beijinho..e a certeza de que continuarei a ler-te..sempre, com admiração pela forma como expressas as tuas ideias, e pelo entusiasmo com que as expões aqui....
    ****

     
  • At 7:25 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Lazuli,

    Antes de mais quero que saibas que as tuas palavras sensibilizaram-me.

    Eu percebo o que queres dizer. A União Europeia parece algo distante e incompreensível. Talvez seja!

    Mas não será que os procedimentos do Estado português também um pouco distantes e incompreensíveis para a maioria de nós?Também são.

    O que nos leva a algo mais instintivo, concordo! E levanta outro problema. Provavelmente nós não sentimos (colectivamente) que somos europeus. Cada país está numa união de conveniência com uns países vizinhos.

    Eu tenho que respeitar isso mas, porque eu penso de maneira diferente, tenho o direito de lutar por uma Europa que consiga crescer na diferença. Uma Europa que saiba criar sinergias para salvar o seu estilo de vida, estilo esse que eu me identifico. Por isso reajo com vigor a algumas tendências suicidárias dos nossos líderes.

    Tudo o que temos damos por adquirido e tudo o que não está bem usamos bodes espiatórios e, neste momento, a UE é um alvo fácil. Eu acredito que continuamos a depender só de nós, portugueses, para sermos cada vez melhores (sem perder a nossa identidade) e que podemos ir ainda mais longe inseridos numa Europa de sinergias que saiba defender, em bloco, um estilo de vida cada vez mais difícil de manter num mundo cada vez mais globalizado.

    Beijos,

     
  • At 10:28 da tarde, Blogger lazuli said…

    Oiço muitas vezes a expressão.."isto não pode ser assim etc e tal, por causa da União Europeia", como se não pertencessemos a ela. Isso é uma questão de linguagem, claro, tal como se dizia "ir à caixa", em vez de se ir ao centro de saúde.
    Mas não reflectirá qualquer coisa?
    Também é evidente que pertencer à UE é irreversível.
    A questão está nas tais opções, no estilo de vida..O tal estilo de vida europeu, que (confesso-te) não entendo bem o que é. Todos queremos a melhor qualidade de vida, mas para atingi-la, que opções há a tomar? Nem se coloca a hipótese de sair da UE, coloca-se é a hipótese de saber como permanecer nela o melhor possível.
    Isto, claro..é o raciocínio básico duma pessoa normal de lineu....

    Beijos!

     
  • At 11:15 da tarde, Blogger O Micróbio said…

    Lazuli e Ricardo, a questão do desconhecimento da Constituição não nos afecta só a nós... querem um exemplo: 40% dos votos que deram a vitória do NÃO em França nem sequer visaram a própria constituição, visaram sobretudo a figura do Chirac e a prova esteve à vista: o primeiro-ministro já não é o mesmo... muito sinceramente a mim tanto me faz que a Holanda, a França e pelos vistos a Inglaterra (estes até já tinham votado não ao Euro) se decidam por um voto negativo... VIVA A EUROPA, tal como Jean Monnet a pensou!

     
  • At 12:17 da manhã, Blogger lazuli said…

    Micróbio..ora aí está, ou melhor, não está..Cadê essa Europa de Jean Monnet?
    Sim, essa..ou outra, com as devidas adaptações..
    Mas ainda estamos a tempo.

     
  • At 3:52 da manhã, Blogger O Raio said…

    Lazuli,

    "Também é evidente que pertencer à UE é irreversível".
    Sabes, gosto muito de História e se estudarmos História descobrimos uma coisa muito interessante, nada, mas mesmo nada é irreversível.
    Já passei muito tempo a ler livros, jornais e revistas, portugueses e estrangeiros do período de entre as duas guerras.
    É uma leitura fascinante.
    Nessa época o fascismo parecia irreversível. Todos os países europeus iam tendo regimes fascistas e, nos que ainda resistiam, havia fortes movimentos fascistas como Les Croix de Feu em França ou o movimento de Sir Oswald Mosley no Reino Unido.
    Hitler, por exemplo tinha muitos admiradores em França (e não só).
    Na segunda metade do século XIX havia na Europa uma união monetária irreversível, a União Latina. França, Bélgica, Suiça, Grécia, Bulgária, Itália e creio que Espanha partilhavam a mesma moeda, o Franco. E no entanto essa irreversabilidade durou só até 1920...
    Eu não estou a advogar o fim da União Europeia mas choca-me a imensa máquina de propaganda que nos apresenta todas as realizações europeias como irreversíveis.
    Nos anos sessenta a marcha para o comunismo parecia irreversível. Quanto muito substiia a dúvida, comunismo estilo soviético ou estilo chinês?
    Na História tudo teve princípio, meio e fim. O mesmo acontecerá com a União Europeia. Pode durar mil anos como Hitler dizia que o seu Reich duraria, mas certamente que acabará.

     
  • At 4:02 da manhã, Blogger O Raio said…

    Ricardo,

    Neste momento a União Europeia está ferida de morte.
    E está ferida de morte porque não pode continuar dirigida pelos mesmos políticos que a meteram neste burado.
    Politicos sem o menor sentido democrático, políticos que queriam salvar o povo quer este o quisessem quer este o não quisesse.
    Claro que concordo contigo que continuar com os referendos é um perfeito suicidio. A UE sempre fez os referendos usando a teoria do dominó, primeiro os mais favoráveis e no fim os menos favoráveis.
    Começaram por Espanha e, em Espanha foi uma vitória amarga, muito mais de metade dos eleitores nem se dignaram a ir votar.
    Depois foi a França e a Holanda onde imperou um impensavel "Não".
    Agora se continuarem com os referendos talvez só consigam o "Sim" do Luxemburgo... e mesmo este com muito menos "Sim" do que se esperaria.
    No fim teremos uma data de "Nãos" que lançaram grandes dúvidas sobre a bondade dos "Sim"´s obtidos nos parlamentos nacionais.
    Sim agora funcionará a teoria do dominó, só que ao contrário...
    A lógica era para tudo e abrir um grande debate sobre a UE.
    Mas não, os políticos actuais não farão isso, os políticos actuais comportar-se-ão como aqueles animais cujas mães comem as crias para as proteger...
    A UE acabará às mãos dos seus mais entusiasticos apoiantes...

     
  • At 8:02 da manhã, Blogger Ricardo said…

    lazuli, Micróbio e Raio...

    O "debate" já "saíu" das minhas mãos e ainda bem. Só umas pequenas notas...

    lazuli... De facto não é fácil promover um estilo de vida europeu porque "ele" não existe porque somos todos tão diferentes e existe precisamente por causa disso. Fiz-me entender? Mas, ao mesmo tempo, há noções de sociedade (saúde universal, solidariedade inter geracional, educação universal) que são comuns a todos os países. Beijos

    Micróbio... Neste momento não importa as razões do "Não" para salvar ou não a Constituição. Nós que acreditamos nesta UE não podemos contribuir para a sua morte insistindo num erro e criando o efeito dominó que o Raio fala. Pensa nisso...

    Raio... Hoje estamos em sintonia o que é raro, temos que convir. A UE é irreversível, concordo. Resta só saber se é o que interessa fazer o que claramente não é a minha opinião. E estamos de acordo que continuar com os referendos é inútil. Mais vale, de facto, debater a UE do que referendar algo que já morreu.

    Obrigado pela participação,

     
  • At 3:36 da tarde, Blogger lazuli said…

    Raio, Ricardo, Carlos
    Claro que tudo acabará, mas o "ser irreversível" está num âmbito de temporalidade...normal, por assim dizer.
    Gosto de vos ler, principalmente por uma razão não muito abonatória sob o ponto de vista dos saberes da política actual.
    A minha geração é a dos que foram para as guerras coloniais (2 dos meus irmãos estiveram lá), e sempre tive, através do meu pai, a consciência do fascismo. Apesar disso, e de ter ido parar a Caxias já quase no fim do curso,e apesar de ter sido "chumbada" numa primeira tentativa de emprego, aos 22 anos (logo que terminei o curso) por ter "ficha" na pide, o certo é que nunca adquiri..ou fortaleci..uma especial consciência politica, ou melhor dizendo..uma cultura geral abrangente (que inclua naturalmente estes aspectos de que estivemos a falar..).
    Por isso é com gosto que vos leio, e que aprendo.
    Porque nunca adquiri esses saberes? Por acaso? Por meros circunstancialismos de vida? Por fuga à realidade?
    Não sei, por tudo um pouco, talvez.
    Será por acaso que a maioria das pessoas da minha geração são um pouco como eu?
    Raio..o que dizes faz todo o sentido, é uma perspectiva realista da actualidade. E há que vencer...o medo das mudanças.
    E tu, Ricardo, és um entusiasta dum mundo que podia ser (talvez ainda possa ser, não sei) mais justo, equilibrado...humanista.
    Apostar nele, como tu? Ou mudar as peças do jogo e seguir por outro caminho, como o Raio?
    O Micróbio está no meio, parece-me. Mudar, mas só q.b.
    Confesso que apesar de pertencer a outra geração, não sou minimamente conformista. Não me interessa defender caminhos só pelo medo de que, entretanto, eles me afectem..
    Sou uma entusiasta da vida, sim..mas não uma entusiasta de uma "certa" vida.
    Quero continuar a ler-vos...
    Um beijo

     
  • At 3:52 da tarde, Blogger lazuli said…

    Ricardo..li o teu comentário com um sorriso (desculpa lá..)de carinho.
    Aquele é o meu "perfil" de estar por aqui. Sempre gostei de sonhar, mas com a consciência do sonho. Gosto de vaguear os pensamentos por aqui, de alternar a realidade com a ficção, de saltitar com as palavras. Gosto de fazer uns versos, sabendo que isso não é ser poeta, e de ser romântica, sabendo que não o sou na maior parte das vezes. Gosto de gostar de pessoas, e dizer isso na cara delas, de me entusiasmar com elas...embora isso tenha, às vezes, efeitos inesperados (os impulsos nem sempre batem certo).
    Tu..és diferente na escrita. Só na escrita.Mas serás tão diferente de mim ou de outros?
    Basta ver as tuas fotos..ou observar os teus interesses.. E basta juntar as peças todas para ver que não és só "números". És...muito e muito mais que isso.
    Um grande beijo para ti**

    (e já agora...gosto muito de ti:))heheheh

     
  • At 5:35 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Lazuli...

    Quanto ao primeiro comentário... nem todos temos os mesmos "gostos" e certamente que há muitos temas que estás bem mais informada que eu. Sobre a Europa não gosto de pensar que sou um idealista, porque acho que com realismo estaremos, pelo menos neste futuro próximos, melhores na UE que fora dela...

    Eu não disse que me resumia a "números", hehe ... mas confesso que tenho dificuldade de escrever sobre sentimentos. Não tenho nem jeito nem vontade para o fazer. Tu, por outro lado, escreves sobre o teu íntimo (real ou ficcionado) muito bem.

    Beijos e retribuindo os elogios com carinho,

     
  • At 11:09 da tarde, Blogger O Raio said…

    Lazuli,

    Lamento dizer-te (sério que lamento) mas estás enganada. Eu devo ser da tua geração. Estive na guerra em Angola e até conheço Caxias por dentro...
    E, é talvez por conhecer estas coisas todas que o Ricardo me chama saudosista, coisa que não sou.
    Mas se me meto a pensar, dói-me, dói-me muito, porque vejo muitas semelhanças entre a situação actual e situações do passado.
    Claro que há diferenças. Actualmente (que se saiba), não há PIDE (nem DGS) e há mais protecção dos nossos direitos melhor do que havia (ou não havia) dantes.
    Mas, na minha modesta opinião, esta aparente evolução é só por actualmente não haver a força (e o ambiente) que havia dantes. Ao ver a fúria de muito político situacionista contra quem discorda da situação actual e que quer evoluir para um Mundo (onde se insere a Europa) melhor, penso cá para os meus botões que, no intimo estes políticos pensam "que falta que cá faz uma polícia que meta estes gajos na ordem.
    Como eu já escrevi, Salazar dizia "Portugal não se discute", agora diz-se "A Europa não se discute" e quem se atrve a fazê-lo é um inimigo da democracia, um militante da extrema-direita, um saudisista de Hitler que obviamente merece a cadeia...
    Quanto à integração europeia ser irrevesível ou não só te quero dizer o seguinte.
    Creio já ter escrito por aqui ou no meu blog de que sempre achei que a Constituição Europeia acabaria por destruir a União Europeia. Quando dizia isto pensava num prazo de anos, ou mesmo décadas. Nunca me passou pela cabeça de que a Constituição europeia pusesse a União europeia em causa a meados da primeira década do Século XXI.
    É o que está a acontecer.
    Os holandeses votaram contra a Constituição não por medo da Turquia ou por não gostarem do seu governo como a nossa Comunicação Social diz. Estas duas razões foram minoritárias.
    Os inquéritos feitos após o referendo dizem que votaram "Não" porque acham que Bruxelas já se mete demasiado nas suas vidas ou porque temem perder a sua identidade (foram estas as principais razões apontadas).
    Pela primeira vez na União Europeia um povo coloca em cima da mesa e com estrondo, a questão da soberania.
    A semana que passou ficará na História, foi a semana em que os integracionistas Uber Alles foram derrotados.
    A União Europeia terá dificuldade em recompor-se.
    Que se saiba a primeira reacção vinda da Comissão ao "Não" francês foi um documento publicado logo no dia seguinte e intitulado "Recomendações sobre o bem-estar das galinhas para consumo humano"...
    Acho que é urgente começar-se a pensar no pós-UE

     
  • At 12:35 da manhã, Blogger Ricardo said…

    Raio...

    Nem vou comentar as comparações que fazes de tão surrealistas que são. Eu respiro liberdade, eu tenho total liberdade em gritar "não à Europa" (só não o quero fazer), eu sinto que como consumidor e cidadão nunca tive tantas garantias dos meus direitos (como o direito à informação, à segurança alimentar, à liberdade de expressão e de imprensa). Claro que há políticos que se excedem nas declarações mas não passa disso mesmo, um excesso na argumentação sem consequências de maior. Confesso que fico espantado com comparações destas...

    Quanto à Constituição e o fim da UE a minha opinião está expressa no ponto 3) deste post. Só repito que só se houver o monumental erro de insistir no que está "morto" (o tratado) é que a UE poderá tremer seriamente. Confio que vai haver o bom senso de não fazer isso...

     
  • At 2:49 da manhã, Blogger O Raio said…

    Ricardo,

    Dizes que "eu tenho total liberdade em gritar "não à Europa" (só não o quero fazer)".
    Exacto não o queres fazer portanto achas que tens essa liberdade. Porque se o fizeres talvez mudes de opinião.
    Já fiz algumas considerações sobre este tema no texto que escrevi no meu blog em resposta ao teu comentário.

     
  • At 11:01 da manhã, Blogger Ricardo said…

    A minha resposta a esta inacreditável sugestão de comparaçãoo do Raio está neste link:

    http://cabalas.blogspot.com/2005/06/coligao-destrutiva.html#comments

     

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