Filho do 25 de Abril

A montanha pariu um rato - A coerência colocada à prova - A execução de Saddam Hussein - O Nosso Fado - "Dois perigos ameaçam incessantemente o mundo: a desordem e a ordem" Paul Valéry, "Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa, salvar a humanidade", Almada Negreiros - "A mim já não me resta a menor esperança... tudo se move ao compasso do que encerra a pança...", Frida Kahlo

terça-feira, junho 14, 2005

454. Desafio Cinéfilo...



Este tipo de desafios é ingrato. Comprimir em meia dúzia de linhas uma paixão como a que eu tenho pela Sétima Arte leva a que haja esquecimentos imperdoáveis. Mas aqui vai...

1. Melhores Filmes dos últimos anos (sem ordem de preferência, desde 1997):

The Pianist, de Roman Polanski

Magnolia, de Paul Thomas Anderson

Mystic River, de Clint Eastwood

Lost in Translation, de Sofia Coppola

Fight Club, de David Fincher

La Pianiste, de Michael Haneke

Gangs of New York, de Martin Scorsese

Memento, de Christopher Nolan

2. Filmes da vida (sem ordem de preferência e alguns dos que mais me marcaram):

Taxi Driver, de Martin Scorsese: Porque é a personificação perfeita do anti-herói, ou seja, o tipo de herói que eu gosto de ver no cinema;

Blade Runner, de Ridley Scott: A obra prima da ficção científica;

The Godfather, de Francis Ford Coppola: Os três filmes são perfeitos e duma coerência inatacável. Magnífico;

Apocalypse Now: A Sétima Arte levada aos limites;

Magnolia, de Paul Thomas Anderson: Um filme absolutamente inesquecível. A dor das personagens contagia os espectadores;

ChinaTown, de Roman Polanski: Já ninguém consegue fazer um filme com aquele ritmo onde há tempo para os actores respirarem e cruzarem olhares. O filme cativa duma forma quase magnética;

3. Actores com pujança(sem ordem de preferência):

Al Pacino, porque é o melhor actor em actividade;

Robert DeNiro, pelos fimes que fez com Scorsese;

Marlon Brando, pela força interior da sua representação;

Adrien Brody, Edward Norton, Sean Penn, Bill Murray (…)

4. Actrizes de mão cheia (sem ordem de preferência):

Katharine Hepburn, porque nunca ninguém vai conseguir suplantá-la;

Cate Blanchett, porque talento há muito e classe também, mas talento e classe é raro;

Scarlett Johansson, porque nunca assisti a uma carreira tão meteórica (com inteira justiça) e fico assustado ao olhar para a idade dela e confrontar isso com a sua filmografia;

Sigourney Weaver, Jodie Foster, Julianne Moore, Diane Keaton, Isabelle Huppert (…)

5. O meu musical:

Cabaret, de Bob Fosse;

6. Realizadores com R grande:

Martin Scorsese (1) (2) (3) (4) (5) (6), pelo brilhantismo da sua carreira;

Francis Ford Copolla, pelo brilhantismo duma fase da sua carreira, que deixou como legado quatro filmes memoráveis (a triologia do Godfather e Apocalypse Now, sem redux);

John Carpenter, por ser o realizador que consegue fazer o indefensável com classe;

Paul Thomas Anderson, por ter feito Magnolia;

David Fincher, Ridley Scott, Alfred Hitchcock, M. Night Shyamalan, Roman Polanski, David Lynch, David Cronenberg, Peter Jackson, Tim Burton, Ang Lee (…)

A quem vou passar o desafio?

A todos os que costumam visitar este blogue e queiram perder algum tempo a responder a perguntas sobre a nobre Sétima Arte.

*Tópicos relacionados:
Memórias do Filho do 25 de Abril - Sétima Arte

9 Comments:

  • At 3:02 da tarde, Anonymous C. Indico said…

    O mais importante filme da minha vida foi o 1º que vi, e não sei nada da sua qualidade cinematogáfica. Tinha 7 anos.Foi o "Sissi" com a Romy Scheneider. Sentado no chão a 3 mts da tela. Ganhei um torcicólo para uma semana e 2 paixões para toda a vida: A Romy e o Cinema.

     
  • At 7:14 da tarde, Anonymous C. Indico said…

    Nem uma comédia?
    Do Woody nada, nem Interiors?
    Contributos espontãneos, mas depois há mais : Derzu Uzala( a águia da estepe), Singing in the rain, Habla comigo, Seven,A Vizinha do Lado....

     
  • At 11:36 da tarde, Blogger Ricardo said…

    C. Indico...

    Já não me lembro como começou a minha paixão pelo cinema mas suspeito que foram os filmes antigos de horror do Carpenter e Cronenberg que visionava nas noites de Verão que me trouxeram este bichinho.

    Eu já referi que tenho uma relação difícil com as comédias porque 99% delas goza com a minha inteligência. Mas tenho algumas comédias dramáticas e romãnticas que gosto (Lost in Translation é um bom exemplo, ou About Schmidt).

    Comentando algumas das tuas opções:

    Se tivesse que escolher um filme do Woody Allen seria Bullets Over Broadway. Singing in the Rain é um excelente filme mas repito que gosto de filmes mais densos e menos politicamente correctos. Almodovar confesso que não gosto mesmo nada. Entre o Seven e o Fight Club (ambos filmes do David Fincher) prefiro o segundo.

    Esqueci-me de colocar na lista o Big Fish, do Tim Burton, que também adorei.

    Abraço e bom cinema,

     
  • At 11:20 da manhã, Blogger O Micróbio said…

    Já me fartei de correntes, tiram-nos a iniciativa! E já uma vez entrei numa sobre cinema e lá estão as minhas respostas... apenas coincidimos no John Carpenter!

     
  • At 11:30 da manhã, Blogger Ricardo said…

    Micróbio...

    Só acho piada às correntes desde que estas não se tornem uma rotina.

    John Carpenter tem, na sua filmografia, filmes tão maus que eu tenho sempre dificuldade em recomendar (aliás, não devemos recomendar filmes, apenas dar uma opinião)! Mas há qualquer toque pessoal que ele dá aos seus filmes de série B (que é muito difícil de explicarou descrever) que os torna em maus filmes com classe. Não é um Ed Wood mas sim um realizador que deixa uma marca bem vincada nos seus filmes.

    Abraço,

     
  • At 4:07 da tarde, Anonymous C. Indico said…

    Uma excelente comédia : Cat Balomm com J.Fonda,Lee Marvin(fez do pior e do melhor) e Nat King Cole.Outra : The Party com Peter Sellers; a propósito desta "Dr. Strngelove" não será uma comédia ?

     
  • At 4:59 da tarde, Blogger Ricardo said…

    C. Indico...

    O primeiro filme não conheço. O The Party é engraçado porque ainda ontem o revi... começa muito bem e vai perdendo ritmo ao longo do filme não deixando de ser uma boa comédia.

    O Dr. StrangeLove é, de facto, uma comédia satírica brilhante! Se fosse incluir uma comédia nas minhas escolhas essa seria certamente uma a incluir!

    Abraço,

     
  • At 3:51 da manhã, Blogger transeunte said…

    Espanta-me que te esqueças de morgan freeman ou Clint Eastwood. estes dois são uns senhores...

     
  • At 2:13 da tarde, Blogger Ricardo said…

    Viva,

    Clint Eastwood está referenciado pelo Mystic River! Só não é um dos meus realizadores favoritos porque só três filmes da sua filmografia posso dizer que achei muito bons!

    Já Morgan Freeman foi, de facto, um esquecimento... imperdoável!

    Abraço,

     

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